sábado, 28 de dezembro de 2013

Paul Valery e Rita Ribeiro

Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade. (Paul Valéry) RITA RIBEIRO - Contra o tempo
Corro contra o tempo pra te ver Eu vivo louco por querer você Ôôôôô, morro de saudade a culpa é sua Bares, ruas, estradas, desertos, luas Que atravesso em noites nuas Ôôôôô, só me levam pra onde está você O vento que sopra meu rosto cega Só o seu calor me leva Ôôôôô, de uma estrela pra lembrança sua O que sou, onde vou, tudo em vão Tempo de silêncio e solidão (2x) O mundo gira sempre em seu sentido E tem a cor do seu vestido azul Ôôôôô, todo acaso finda em seu sorriso nu Na madrugada uma balada soul Um som assim meio rock n' roll Ôôôôô, só me serve pra lembrar você Qualquer canção que eu faça tem sua cara Rima rica, jóia rara Ôôôôô, tempestade louca no Saara O que sou, onde vou, tudo em vão Tempo de silêncio e solidão. (2x) C http://www.youtube.com/watch?v=_WKQd4OYbaI

Silêncios Suaves

A estupidez (ou a besteira) nunca é muda nem cega. De modo que o problema não é mais fazer com que as pessoas se exprimam, mas arranjar-lhes vácuos de solidão e de silêncio a partir dos quais elas teriam, enfim, algo a dizer. (...) As forças repressivas não impedem as pessoas de se exprimir, ao contrário, elas a forçam a se exprimir. Suavidade de não ter nada a dizer, direito de não ter nada a dizer; pois é a condição para que se forme algo raro ou rarefeito, que merecesse um pouco ser dito. (GILLES DELEUZE)

parece dezembro de um ano acinzentado

"parece que dizes:te amo, maria na fotografia pareço tão linda te ligo afobada e deixo confissões no gravador"... a chuva lava e leva o calor infernal enquanto isso me faço em silêncios e passo meus dias a descobrir quem sou a chuva refresca o dia e as idéias enquanto isso penso que é muito bom não pensar a chuva molha 2013 molha a hipocrisia a minha a sua a nossa molha os amores reais inventados rurais e urbanos a chuva limpa a preguiça de um povo que mal começou a se mexer e já deita pra descansar a chuva encharca a grama a cama a marca que você havia deixado na minha alma pagã