de tanto amá-la
traía
assustado,
ofuscado pelo seu brilho
fugia
de tanto querer
a perdia
triste destino
triste sina
dos que têm pavor
de viver um grande amor
condenação em vida
e depois
quem sabe a morte
tenha sido a única saída
não quero mais um amor assim
grande e impossível
quero o amor pequeno que cresce devagar
quero o amor feinho de Adélia Prado
o amor quietinho dos mineiros
o amor que dura
perdura
suporta e atura
quero um amor
pra vida
e não pra morte
um amor que decida
sem estar à mercê da sorte
quero você Tato
com sua guitarra
sua careca
sua caravan
sua Bel-moleca
quero o vô
quero a vó
o gato e
a loja cheia de pó
só não quero ficar só.
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