sexta-feira, 12 de março de 2010

Dalva e Herivelto

de tanto amá-la
traía

assustado,
ofuscado pelo seu brilho
fugia

de tanto querer
a perdia

triste destino
triste sina
dos que têm pavor
de viver um grande amor

condenação em vida
e depois
quem sabe a morte
tenha sido a única saída

não quero mais um amor assim
grande e impossível

quero o amor pequeno que cresce devagar
quero o amor feinho de Adélia Prado
o amor quietinho dos mineiros
o amor que dura
perdura
suporta e atura

quero um amor
pra vida
e não pra morte
um amor que decida
sem estar à mercê da sorte

quero você Tato
com sua guitarra
sua careca
sua caravan
sua Bel-moleca

quero o vô
quero a vó
o gato e
a loja cheia de pó


só não quero ficar só.

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