o que me pareciam intuições
revelam-se obsessões
sopros desencarnados
em meu ouvido sem porteira
mas agora sei
e respiro
e afasto
o que nem sei se era
ou se sou eu mesma
em minha loucura domada
agora sei
e reino sobre meu corpo
e minh'alma
preservando
serenidade e calma
controlando
pensamentos
que nem são meus
e não são de ninguém
talvez
mas que nem por isso
preciso pegar pra mim
o lixo
jogado na rua
quero o clean...
(se bem que reciclar também é bom)
após longo e tenebroso inverno, eis que desabrocham entendimentos, idéias, ações. este blog é a continuação do blog Sonhos de Alamanda e sinaliza um novo processo de descobertas voltadas à consciência às ações que levam a uma existência mais leve, primaveril e à certeza de que não estamos aqui por acaso.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Mente-cápita num capita niente
o mundo girava
em torno de meu umbigo
o que era seu sofrer
eu teimava que era comigo
agora desperto
de minha tramas mentais
de meu ciúme doentio
dessa vontade de sempre mais
uma quietude serena
se apondera de meu coração
quando te olho
te vejo
intenso na máscara de indiferença
pequeno no porte de grande
sozinho e cheio de mensagens no celular
eis minha mensagem:
Te amo
do jeito que você é
e te peço perdão
por não ter te enxergado antes
em torno de meu umbigo
o que era seu sofrer
eu teimava que era comigo
agora desperto
de minha tramas mentais
de meu ciúme doentio
dessa vontade de sempre mais
uma quietude serena
se apondera de meu coração
quando te olho
te vejo
intenso na máscara de indiferença
pequeno no porte de grande
sozinho e cheio de mensagens no celular
eis minha mensagem:
Te amo
do jeito que você é
e te peço perdão
por não ter te enxergado antes
sábado, 18 de setembro de 2010
Mentecria mentiradeverdade
cada vez mais
percebo que tudo é ilusão
e que o real
é a paz
é a folha que balança ao vento
é o instante no teu beijo de foca bigodudo
cada vez mais
percebo
que são as convenções sociais
que me levam à angústia
que são meus próprios pensamentos
que me acorrentam
e me condenam
e me aprisinam a alma
cada vez mais
sei cada vez menos
e cada vez mais
obedeço aos sinais
de que te esperar
é o que quero agora
que não há solidão
e nem peito que chora
que não quero suas palavras
nem suas explicações
só quero sua alma
seja lá quando for
percebo que tudo é ilusão
e que o real
é a paz
é a folha que balança ao vento
é o instante no teu beijo de foca bigodudo
cada vez mais
percebo
que são as convenções sociais
que me levam à angústia
que são meus próprios pensamentos
que me acorrentam
e me condenam
e me aprisinam a alma
cada vez mais
sei cada vez menos
e cada vez mais
obedeço aos sinais
de que te esperar
é o que quero agora
que não há solidão
e nem peito que chora
que não quero suas palavras
nem suas explicações
só quero sua alma
seja lá quando for
sábado, 11 de setembro de 2010
Manuel Bandeira (Lira dos cinqüent'anos - 1942)
BELO BELO
Belo belo belo,
tenho tudo quanto quero.
Tenho o fogo das constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo - que foi? passou! - de tantas estrelas cadentes.
A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.
O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.
Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.
Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.
As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.
Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
- Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.
Belo belo belo,
tenho tudo quanto quero.
Tenho o fogo das constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo - que foi? passou! - de tantas estrelas cadentes.
A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.
O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.
Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.
Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.
As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.
Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
- Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Densidades poéticas
a poesia me invade a aura
sacodindo o peito
intranquilizando a mente
poesia é matéria densa
feita pra brotar
feito semente
em terra
e água
e lama
e sol
poesia é feito vida
viceja a gente
mas faz doer
ao romprer
membranas
padrões
tinhosices de sertões
sacodindo o peito
intranquilizando a mente
poesia é matéria densa
feita pra brotar
feito semente
em terra
e água
e lama
e sol
poesia é feito vida
viceja a gente
mas faz doer
ao romprer
membranas
padrões
tinhosices de sertões
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Poesia desperta, mente alerta
os lagos plácidos
com céus sem nuvem
e colinas cobertas de flores brancas
me convidam a fugir
fugir pras florestas
pro mergulho em mares profundos
e pras transparências das costas de coral
para o vôo alto
das águias em penhascos
pro salto vibrante
das águas em cascatas
sobre pedras coloridas
e orquídeas exóticas
é bom o lago
é bom o céu azul límpido
mas a poesia brota da lama
assim como a flor de lótus
poesia errante
de alma que busca
a si mesma
ao outro
à vida
em sua essência
em todas as intensidades
em todas as cores
e texturas
e temperaturas
e sons
e ventos de primavera
eis que desperto
do despertar
para fluir
vibrar
acertar e errar!
com céus sem nuvem
e colinas cobertas de flores brancas
me convidam a fugir
fugir pras florestas
pro mergulho em mares profundos
e pras transparências das costas de coral
para o vôo alto
das águias em penhascos
pro salto vibrante
das águas em cascatas
sobre pedras coloridas
e orquídeas exóticas
é bom o lago
é bom o céu azul límpido
mas a poesia brota da lama
assim como a flor de lótus
poesia errante
de alma que busca
a si mesma
ao outro
à vida
em sua essência
em todas as intensidades
em todas as cores
e texturas
e temperaturas
e sons
e ventos de primavera
eis que desperto
do despertar
para fluir
vibrar
acertar e errar!
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