Proposição 42: A beatitude não é o prêmio da virtude, mas a própria virtude; e não a desfrutamos porque refreamos os apetites lúbricos, mas, em vez disso, podemos refrear os apetites lúbricos porque a desfrutamos.
Demonstração: (...) quanto mais a mente desfruta desse amor divino ou dessa beatitude, tanto mais ela compreende, tanto maior é o seu poder sobre os afetos e tanto menos ela padece dos afetos que são maus. (...) o poder de refrear os apetites lúbricos é que provém da própria beatitude.
ALAMANDA:
Então é só entrar na "vibe" da graça divina,
do vácuo de pensamentos e sentimentos;
só deixar-se invadir pela alegria tranquila,
que o resto vem no lucro.
O esforço, não consiste então
num ascetismo hipócrita e sacrificado,
mas numa vigilância contínua
no sentido de barrar tudo que é lixo da mente e do coração.
Aí o lixo no corpo nem chega...
Está dito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário